07/12/2013

Férias - Marian Keyes

SINOPSE: Rachel Walsh tem 27 anos e a grande mágoa de calçar 40. Ela namora Luke Costello, um homem que usa calças de couro justas. E é amiga - pode-se mesmo dizer muy amiga - de drogas. Até que a sua vida vai para o Claustro - a versão irlandesa da Clínica Betty Ford. Ela fica uma fera. Afinal, não é magra o bastante para ser uma toxicômana, certo? Mas, olhando para o lado positivo das coisas, esses centros de reabilitação são cheios de banheiras de hidromassagem, academia e artistas semifissurados (ao menos ela assim ouviu dizer). De mais a mais, bem que já está mesmo na hora de tirar umas feriazinhas. Rachel encontra mais homens de meia-idade usando suéteres marrons e sessões de terapia em grupo do que poderia supor a sua vã filosofia. E o pior é que parecem esperar que ela entre no esquema! Mas quem quer abrir as janelas da alma, quando a vista está longe de ser espetacular? Cheia de dor-de-cotovelo (o nome do cotovelo é Luke), ela busca salvação em Chris, um Homem com um Passado. Um homem que pode dar mais trabalho do que vale... Rachel é levada da dependência química para o terreno desconhecido da maturidade, passando por uma ou duas histórias de amor, neste romance que é, a um tempo, comovente, forte e muito, muito engraçado.

Créditos: Skoob


O que você vai ler nas férias?

As minhas começaram recentemente e a lista de livro está maior que o número de dias, será que eu dou conta?!

Primeiro: eu sei que esse blog virou piada, porém ontem após uma ida a livraria com uma amiga e ver vários volumes que adoraria dar meus pitacos, resolvi voltar à ativa.
Talvez ninguém esteja lendo, mas o objetivo é me divertir :-) eu escrevo para mim, e agora que finalmente estou de férias (juro que achei que esse dia não chegaria nunca, devido ao semestre complicado pelo qual passei) resolvi renascer o blog das cinzas.

O livro escolhido da vez é Férias, da Marian Keyes, por dois motivos:

1. No momento, estou lendo o livro novo da Marian Keyes e me lembrei o quanto gosto dela aqui. Ela é minha escritora de feminices preferida. Se você é mulher e gosta de comédias românticas você vai adorar o tom descontraído, os personagens bem construídos e o humor da Marian.

2. Férias é o meu livro preferido dela. Não consigo escolher apenas um livro como meu preferido mas Férias provavelmente figura no meu top 10 (que é o máximo que consigo reduzir a lista!).

Bom, sobre o livro:

O livro é contado em primeira pessoa, e eu acreditava na Rachel, que ela era apenas alguém que se divertia nas festas e não uma viciada e que todos estavam enganados a seu respeito... Ledo engano! A cada página somos apresentados às lembranças da Rachel, às fases do seu "luto" pelo seu vício (negação, barganha, depressão, raiva, aceitação)...Eu sou suspeita, adoro livros com um fundinho psicológico, mas eu AMO ver o crescimento pessoal da personagem. O trunfo da Marian, na minha opinião, é a construção do personagem, que é riquíssima, e a narrativa, que simplesmente flui. Gosto desse tipo de construção que junta flashbacks com o presente, enriquece a trama, afinal a vida não é isso, um reflexo dos  nossos atos pregressos influenciando no presente? Essa quebra na continuidade é característica da autora, assim como o humor, que também é ótimo. A construção das cenas de romance e de sexo são muito, muito boas. Toda vez que leio Marian, tenho o sentimento de que estou tendo uma longa conversa com uma grande amiga, na qual ela me narra as histórias da sua vida. E eu adoro essa intimidade que eu sinto pelas suas personagens, crio uma verdadeira conexão com elas.

E também sou parcial, porque adoro as histórias das irmãs Walsh! Acompanho a Marian desde quando tínhamos apenas Melancia e Férias no Brasil e todos os anos lançam livro novo dela, e eu sempre torço para ser das Walsh - aliás, tive a grata surpresa de descobrir que o livro desse ano é sobre a última irµa que faltava, a Helen (mas eu torço secretamente pelo livro da mamãe Walsh!), então em breve volto com mais notícias da Marian. 

Caso alguém se interesse, os outros livros das irmãs Walsh são Melancia, Férias, Los Angeles, Tem alguém aí e Chá de sumiço.

Como disse lá em cima, amo assistir comédias românticas, porém para mim a única coisa melhor que vê-las, é lê-las.
Então que tal dar uma chance para "Férias!"? 

14/05/2013

A culpa é das estrelas - John Green

SINOPSE: "A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar."


Se as estrelas são as culpadas e não há nada que você possa fazer, então faça uma pausa e embarque nessa história, que discute a fragilidade da vida, a existência efêmera e o amor instransponível.

Primeira atividade resenhística no blog. Li essa pequena obra de arte do John Green lá no início de janeiro, mas o que me levou a vir falar dela aqui foi a característica que, a meu ver, é o mérito do livro: simplesmente cativante.

Eu tenho uma maneira muito particular de ler, que é a seguinte: ao decorrer da leitura, vou esperando o livro me dar aquela fisgada, sabe? Quando de repente você morde a isca, sente o seu mundo desaparece e é totalmente sugada para o universo da narrativa? Esse é o ponto que eu espero em toda história que leio. Não uso esse critério para definir um bom livro versus um mau, pois teve muito livro que apesar de demorar a engrenar, a partir do momento que a leitura fluiu, foi só amores (Precisamos Falar Sobre o Kevin foi um exemplo).

A aquisição do livro foi um acidente. Por acaso, passeando no shopping, me deparei com ele e, boa consumista como sou, dei uma analisada e decidi levar para casa.

No decorrer dessas 288 páginas, desde a primeira virada eu já mergulhei na história da Hazel. 

Não sei se posso culpar essa identificação instantânea porque sou estudante de medicina e tenho um flerte com o tema. O que realmente importa é que a tendência, instaurada lá no início da leitura, persistiu e continuou e eu devorei o livro em 1 dia (eram férias, na praia e sem internet... não é muito difícil imaginar). Não conhecia nenhuma obra do John Green e achei simplesmente fantástica. A escolha dos termos, a forma sutil de abordar um tema doloroso. É romântico sem ser meloso, triste sem dar aquela sensação de "lixo" após a leitura, contido mas transbordante, emocionante, lindo... Uma lição de vida. Não sei, me faltam palavras pra descrever a sensação boa que esse livro me trouxe - e olha que é uma história que, crua, é relativamente depressiva: imagina dois jovens com câncer, um deles sem possibilidade de cura? Então para esse tipo de conteúdo trazer, paradoxalmente, essa sensação de leveza, o mérito da narrativa é muito.

Eu tenho tendência a enjoar do "happily ever after". Afinal, sejamos sinceros: o mundo não é cor-de-rosa. Finais felizes só acontecem nos filmes da Disney. A vida não é justa e a gente só aprende a ser feliz quando consegue extrair a alegria, mesmo com e apesar de todo percalço ou toda coisa ruim que ela insistir em nos provar. E ao se manter fiel a realidade, ao mostrar o conto-de-fadas do amor de verdade com a amargura do mundo como o mundo é, para mim aí que reside a maior pérola da narrativa (não é a única pérola do livro, dava para fazer uma coleção destas pois o livro é em si perfeito).

Gostaria de deixar bem claro que eu NUNCA havia escutado sobre o livro, e estava sem internet na ocasião para pesquisar resenhas antes de ler, então eu estava julgando apenas como mais um YA (young adult), mais um "livro de casinho adolescente" previsível e melodramático. Sério, que grande erro. Acho que essa surpresa e toda a suavidade e, ao mesmo tempo, crueldade por trás das páginas foi o que me conquistou. Eu amei cada linha, cada letrinha. Assim que entrar de férias pretendo ler de novo (sim, eu adoro reler os livros que eu gosto. Devo ter lido Férias umas 30x. Harry Potter e o Diário da Princesa eu leio a coleção 1x por ano no mínimo. KINDA obssesive).

OBS: adoro a ponte com a obssessão de reler ( Uma Aflição Imperial ). Juro que fui procurar no google a existência do livro! Haha! kinda dumb... Não custava tentar.

Não quero cair na mesmice de dar notas para livros etc...

Mas um conselho para todos que buscam uma leitura que seja deliciosa apesar de triste (sim, eu chorei), suave e pesada, tranquila e bonita, triste, contida, real, nua, que faça a alma ficar despida e traga um pouco de serenidade e te leve a pensar, eu recomendo.

Leiam!! Vale a pena cada momento...

Aqui vem o trechinho que me fez levar para casa:

"Alguns infinitos são maiores que outros... Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter."

Beijos meus.








13/05/2013

PILOT !! Inaugurando...

Bom dia!!
Primeiro gostaria de me apresentar.:

Sou estudante universitária, tenho 19 anos e desde os 7 ler se tornou meu hobby, minha paixão, minha dedicação das horas extras. Adoro um bom livro! Talvez alguns estranhem a idade. Quando criança, não via a menor graças naqueles livros cheio de figurinhas com uma linha de texto. Nunca gostei de desenhar. Sempre curti, de verdade, as letrinhas.  Por isso, ao completar 7 anos, pedi de presente para meus pais um livro - desses de "gente grande", cheio de páginas, palavras, que a única figura era a da capa. Ali nasceu uma paixão.

Acredito que, aos poucos, todos irão me conhecendo melhor. Nada de auto-apresentações macentes aqui :-)

Venho acompanhando diversos blogs ao longo dos meus anos, e sempre tive vontade de ter um meu. Esse blog nasceu desse desejo. Gosto de blogs temáticos e, como leio bastante, vou tentar postar minhas impressões sobre os livros que eu tanto gosto aqui. 

Hoje é, então, o "nascimento" do Despaginar.  Vamos ver até onde ele vai me levar.

Essa semana ainda posto minha primeira resenha.

Aguardem os próximos capítulos...

Beijos meus.