"Um romance sobre autopreservação e generosidade em meio às atrocidades de uma guerra que jamais deve ser esquecida.
Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu.
Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia.
Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.
Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não Podemos Ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível."
Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia.
Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.
Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não Podemos Ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível."
Minha opinião:
O livro, melhor livro de ficção de 2015 pelo prêmio Pulitzer, é uma obra-prima. Gosto desse tipo de livro: que te instiga e te leva a "pensar" e repensar.
Conceitos como o bom X mau são questionados, e mostram que pessoas boas podem trilhar caminhos não necessariamente do bem, mas necessário para sobreviver. Aliás, a sobrevivência é vivida em cada palavra do romance; a sobrevivência da menina cega, do destino do pai (eu demorei um pouco para me tocar do que havia de fato acontecido com ele). É um livro, afinal, sobre a 2ª guerra mundial, uma época manchada por horrores na história, e você se transporta para a época e sente um milésimo do horror que, talvez, muitos tenham sentido naquele momento.
Achei interessante que ele mostra a visão "dupla": uma menina fugindo, e um menino indo para a guerra; a menina que tem medo dos alemães, e o menino prodígio deles.
Werner, apesar de ingênuo, no fundo sabe as atrocidades que são cometidas, mas se leva pela maré.
Marie-Laure, cega, foi a parte que mais me surpreendeu. A menina é astuta e acho que a jóia da obra de Anthony reside em como ele narrou as cenas em primeira pessoa de um cego. Você não vê nada, mas imagina todos os sentidos que a personagem utilizada para contornar sua deficiência. Achei fantástico.
Valeu cada minuto de leitura.
O livro é, antes de tudo, cheio de ternura e resiliência.
E nos mostra que, após todo o horror, um novo dia se abrirá...
OBS: amei a referência a um objeto de valor imensurável, quiçá maior tesouro, que se perde e é buscado; objeto que interliga destinos, que une traços aparentemente aleatórios; e que, por fim, nos leva a questionar nossas próprias superstições, crendices e maldições - será bobeira?
OBS: amei a referência a um objeto de valor imensurável, quiçá maior tesouro, que se perde e é buscado; objeto que interliga destinos, que une traços aparentemente aleatórios; e que, por fim, nos leva a questionar nossas próprias superstições, crendices e maldições - será bobeira?

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